Vai passar tempo até esquecer a última quinta feira. Quanto leio reações à assaltos e que culminam com morte, sempre penso na bobeira das pessoas que, reagem quando tem seguro para tudo: casa, carro, etc.É um impulso automático.
Nesta quinta, saí as 16 horas e peguei a marginal Pinheiros para cortar pela ponte amarela ( aguas espraiadas)e evitar a agua que se acumula na pequena subida desta ponte em relação à Marginal. Num rasgo de bobeira, logo apos a entrada da Bandeirantes, viro a direita para a lateral da marginal que tambem tem entrada para a ponte amarela, já na subida. Esqueci que aquele trecho, proximo ao posto de gazolina, proximo a Leroy, também acumula agua: não se enxergava nada mas, meu possante vermelho conhece o caminho.Desespero: em frente ao posto, os carros se acotovelavam procurando proteção. Um sedan da Clio parou e eu quase gritei….SAI DA FRENTE. Passou um strada ( fiat), eu olhei a altura da agua no pneu e não deu outra: entrei numa primeirona, acelerei e meu possante 1.0 Fiat , que corajosamente, cortou as aguas e começou a nadar. No meio do trajeto já eu tinha me arrependido de entrar e ainda pensei olhando a agua ” se tiver que sair pela janela, só tenho folego para nadar 25 metros. Mas, meu vermelhinho, valente a começar pela cor, foi, andou, e saiu. Continuei meu caminho pela Roberto Marinho e mais 2 pontos com agua que tirei de letra. Quando cheguei em casa, a ficha caiu, a perna tremeu e me conscientizei do que fiz. Nunca mais. Pena que não tinha jornalista no local. Perdi de sair fotografada no jornal em manchete grande: vermelhinho sedan com uma maluca dirigindo, conseguiu passar ileso pelo oceano.